Tecnochoco’s Blog



Desenvolvimento Sustentável

Por que falar em Desenvolvimento Sustentável?

A definição mais aceita para “desenvolvimento sustentável”, é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.

Tal definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.
Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos. Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente.
Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais depende a humanidade. Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico. “O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem”.

Em resposta as preocupações da sociedade com o futuro surgiram a Educação Ambiental (EA), cuja proposta principal é produzir uma atitude ecológica nas pessoas.

Um dos seus fundamentos é a visão sócio-ambiental, que afirma que o meio ambiente é um espaço de relações, é um campo de interações culturais, sociais e naturais. De acordo com essa visão, nem sempre as interações humanas com a natureza são daninhas, porque existe um co-pertencimento, uma co-evolução entre o homem e seu meio. Co-evolução é a idéia de que a evolução é fruto das interações entre a natureza e as diferentes espécies, e a humanidade também faz parte desse processo.

“A EA fomenta sensibilidades afetivas e capacidades cognitivas para uma leitura do mundo do ponto de vista ambiental. Dessa forma, estabelece-se como mediação para múltiplas compreensões da experiência do indivíduo e dos coletivos sociais em suas relações com o ambiente. Esse processo de aprendizagem, por via dessa perspectiva de leitura, dá-se particularmente pela ação do educador como intérprete dos nexos entre sociedade e ambiente e da EA como mediadora na construção social de novas sensibilidades e posturas éticas diante do mundo.” (Carvalho, Isabel C. M. Educação Ambiental: A Formação do Sujeito Ecológico).

Com relação a tudo isso, surgiu programas que visam que as atitudes das pessoas se tornem ecológicas. Citaremos três:

 

*Eco 92:

Realizada de 3 a 14 de junho de 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente e o Desenvolvimento (também conhecida como Cúpula da Terra ou Eco-92) reuniu 108 chefes de Estado para buscar mecanismos que rompessem o abismo norte-sul preservando os recursos naturais da Terra.
As bases para a Eco-92 foram lançadas em 1972, quando a ONU organizou sua primeira conferência ambiental, em Estocolmo, e em 1987, quando o relatório “Nosso Futuro Comum”, das Nações Unidas, lançou o conceito de desenvolvimento sustentável.

Após negociações marcadas por diferenças de opinião entre o Primeiro e o Terceiro mundos, a reunião produziu a Agenda 21, documento com 2.500 recomendações para implantar a sustentabilidade.
Essa grande carta de intenções deverá ser o foco principal da reunião de Johannesburgo, durante a qual o próprio conceito de desenvolvimento sustentável deve sofrer ajustes. “As bases do conceito não são sacrossantas”, afirma Klaus Töpfer, do Pnuma.
resultados:

1) Convenção da biodiversidade: estabelece metas para preservação da diversidade biológica e para a exploração sustentável do patrimônio genético, sem prejudicar ou impedir o desenvolvimento de cada país.

2) Convenção do clima: estabelece estratégias de combate ao efeito estufa. A convenção deu origem ao Protocolo de Kyoto, pelo quais as nações ricas devem reduzir suas emissões de gases que causam o aquecimento anormal da Terra.

3) Declaração de princípios sobre florestas: garante aos Estados o direito soberano de aproveitar suas florestas de modo sustentável, de acordo com suas necessidades de desenvolvimento
Agenda 21: conjunto de 2.500 recomendações sobre como atingir o desenvolvimento sustentável, incluindo determinações que prevêem a ajuda de nações ricas a países subdesenvolvidos.

 

*Rio + 10:

A Rio +10, ou Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, é o segundo encontro do ONU (Organização das Nações Unidas) a discutir o uso dos recursos naturais sem ferir o ambiente.
Segundo a organização, cerca de cem chefes de Estado e mais de 15 mil representantes da sociedade civil e de ONGs (organizações não-governamentais) devem participar.
O evento, que acontece entre 26 de agosto e 4 de setembro em Johannesburgo (África do Sul), deve avaliar o progresso feito na década transcorrida desde a Eco-92 na questão ambiental. Espera-se que ela produza mecanismos de implementação da Agenda 21, um volumoso programa de ação global proposto em 1992 no Rio de Janeiro.
Em 1997, durante uma sessão especial da Assembléia Geral das Nações Unidas (chamada de “Rio +5”), percebeu-se que existiam diversas lacunas nos resultados da Agenda 21.
A assembléia detectou a necessidade de ratificação e implementação mais eficiente das convenções e acordos internacionais referentes a ambiente e desenvolvimento. Assim, em 2000, a Comissão de Desenvolvimento Sustentável da ONU sugeriu a realização de uma nova cúpula mundial.
Focos
Entre os principais temas a serem tratados, estão à erradicação da pobreza, a mudança dos padrões de produção, consumo e manejo de recursos naturais e o desenvolvimento sustentável.
Aqui está a maior crítica feita ao evento: como a Rio +10 pretende cobrir temas amplos, teme-se que o debate perca o foco e seja diluído.
Outra crítica feita é quanto à escolha de Johannesburgo como sede do encontro. Em um continente devastado pela miséria e pela Aids, os ambientalistas acreditam que a atenção seja voltada para a questão africana, jogando-se para escanteio as discussões sobre o ambiente.
A ausência do presidente George W. Bush também prejudica a cúpula. Bush mostrou-se menos preocupado com o futuro ambiental que seu pai, o ex-presidente George Bush, que chegou a participar – ainda que de forma figurada – da Eco-92.
Bush, filho, já havia indicado sua falta de disposição para o assunto quando não ratificou o Protocolo de Kyoto – o qual prevê a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa -, justificando que o acordo prejudicaria a indústria norte-americana.
Promessas
Ao fim da Rio +10, espera-se que três documentos sejam produzidos:

1) uma declaração política, que expresse novos compromissos e os rumos para a implementação do desenvolvimento sustentável.

2) um programa de ação, negociado para orientar a implementação dos compromissos assumidos pelos governos.

3) uma compilação, não negociada, de novos compromissos e iniciativas em parceria para ações específicas em nível regional ou nacional.

 

*Protocolo de Kyoto:

O Protocolo de Kyoto é um acordo internacional para reduzir as emissões de gases-estufa dos países industrializados e para garantir um modelo de desenvolvimento limpo aos países em desenvolvimento. O documento prevê que, entre 2008 e 2012, os países desenvolvidos reduzam suas emissões em 5,2% em relação aos níveis medidos em 1990.
O tratado foi estabelecido em 1997 em Kyoto, Japão, e assinado por 84 países. Destes, cerca de 30 já o transformaram em lei. O pacto entrará em vigor depois que isso acontecer em pelo menos 55 países.
O acordo impõe níveis diferenciados de reduções para 38 dos países considerados os principais emissores de dióxido de carbono e de outros cinco gases-estufa.
Para os países da União Européia, foi estabelecida a redução de 8% com relação às emissões de gases em 1990. Para os Estados Unidos, a diminuição prevista foi de 7% e, para o Japão, de 6%.
Para a China e os países em desenvolvimento, como o Brasil, Índia e México, ainda não foram estabelecidos níveis de redução.
Além da redução das emissões de gases, o Protocolo de Kyoto estabelece outras medidas, como o estímulo à substituição do uso dos derivados de petróleo pelo da energia elétrica e do gás natural.
Os Estados Unidos, os países que mais emite gases estufa, se retiraram do acordo em março de 2001.

 

Sobre o desenvolvimento desorganizado das cidades podemos incluir tudo que já foi citado, devido a tantos problemas ambientais e sociais e cada um visando apenas o seu poder econômico não é de se espantar que cada vez mais as cidades se desenvolvam desorganizadamente, provocando assim uma deterioração do ambiente em que se encontra aquela sociedade, e as pessoas que nela se encontram.

 

Fontes: pga.pgr.mpf.gov.br/pga/educacao/que-e-ea/o-que-e-educacaoambiental

http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais/desenvolvimento_sustentavel/

Folha Online

www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/2001-efeito_estufa-protocolo_de_kyoto.


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