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Dominação de classes e trabalho do ponto de vista Weil

O trabalho e a dominação do ponto de vista Weil (Alemanha, século XX)

 

Simone Weil (1909 a 1943) possui um ponto de vista diferente de Marx para a pergunta “por que trabalhamos?”.

 

Segundo Simone, as pessoas não se revoltam contra o sistema (classe que as dominam) por medo de serem demitidas e com isso se submetem a trabalhos exaustivos restando para elas nenhum tempo para se refletir sobre o que acontece em suas vidas por estarem cansadas demais para pensar. Marx diz que elas se revoltam contra os que as dominam e assim levam a sociedade do capitalismo ao socialismo, mas em suas teorias os que estão sendo oprimidos pensam sobre as mudanças que desejam o que é diferente de Weil onde as mesmas não possuem tempo para pensar. É valido lembrar que os pensadores e filósofos aqui citados viveram em séculos diferentes, porém com o mesmo objetivo de entender o porquê do trabalho como condição humana.

 

Essa rotina de opressão faz com que a dominação de classes se eleve, com isso é raro aquele que deixa de ser dominado e passa a ser dominante. Assim torna-se evidente a dominação do capital (ricos) sobre os operários (pobres) que realmente precisam daquele emprego para sua sobrevivência, e por se tornarem escravos desse hábito de trabalho casa e casa trabalho acabam por não se rebelarem. Quem faz o sistema é o poder, porém existem aqueles que se submetem ao poder pela sobrevivência.

 

Simone Weil afirma que é um grande erro partir da teoria marxista do desenvolvimento das forças de produção como motor da história, de modo que parece que a tarefa das revoluções não consiste na liberdade dos homens, e sim na liberação de suas forças produtivas, que finalmente poderão dar aos humanos o ócio suficiente para libertá-los do trabalho até chegar a um estado paradisíaco. Weil desconfia dos que estão convencidos de que qualquer tentativa de ação que não consista no desenvolvimento das forças produtivas esteja destinada ao fracasso e de que o progresso das forças produtivas fará progredir a humanidade, embora o preço seja o de uma opressão provisional. Ou seja, segundo Weil, crer que nossa vontade converge para uma misteriosa vontade que atuaria no mundo e ajudaria a ganhar é pensar religiosamente. Tal seria o verdadeiro ópio do povo. (www.unisinos,br/ihuonline/index).

 

Com isso concluímos que só passa a fazer parte dos que compõe o sistema e suas regras, aqueles que deixam de ser dominados e passam a ser dominantes.


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