Tecnochoco’s Blog


Desenvolvimento Sustentável

Por que falar em Desenvolvimento Sustentável?
A definição mais aceita para “desenvolvimento sustentável”, é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.
Tal definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.
Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos. Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente.
Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais depende a humanidade. Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico. “O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem”.
Em resposta as preocupações da sociedade com o futuro surgiram a Educação Ambiental (EA), cuja proposta principal é produzir uma atitude ecológica nas pessoas.
Um dos seus fundamentos é a visão sócio-ambiental, que afirma que o meio ambiente é um espaço de relações, é um campo de interações culturais, sociais e naturais. De acordo com essa visão, nem sempre as interações humanas com a natureza são daninhas, porque existe um co-pertencimento, uma co-evolução entre o homem e seu meio. Co-evolução é a idéia de que a evolução é fruto das interações entre a natureza e as diferentes espécies, e a humanidade também faz parte desse processo.
“A EA fomenta sensibilidades afetivas e capacidades cognitivas para uma leitura do mundo do ponto de vista ambiental. Dessa forma, estabelece-se como mediação para múltiplas compreensões da experiência do indivíduo e dos coletivos sociais em suas relações com o ambiente. Esse processo de aprendizagem, por via dessa perspectiva de leitura, dá-se particularmente pela ação do educador como intérprete dos nexos entre sociedade e ambiente e da EA como mediadora na construção social de novas sensibilidades e posturas éticas diante do mundo.” (Carvalho, Isabel C. M. Educação Ambiental: A Formação do Sujeito Ecológico).
Com relação a tudo isso, surgiu programas que visam que as atitudes das pessoas se tornem ecológicas. Citaremos três:

*Eco 92:
Realizada de 3 a 14 de junho de 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente e o Desenvolvimento (também conhecida como Cúpula da Terra ou Eco-92) reuniu 108 chefes de Estado para buscar mecanismos que rompessem o abismo norte-sul preservando os recursos naturais da Terra.
As bases para a Eco-92 foram lançadas em 1972, quando a ONU organizou sua primeira conferência ambiental, em Estocolmo, e em 1987, quando o relatório “Nosso Futuro Comum”, das Nações Unidas, lançou o conceito de desenvolvimento sustentável.

Após negociações marcadas por diferenças de opinião entre o Primeiro e o Terceiro mundos, a reunião produziu a Agenda 21, documento com 2.500 recomendações para implantar a sustentabilidade.
Essa grande carta de intenções deverá ser o foco principal da reunião de Johannesburgo, durante a qual o próprio conceito de desenvolvimento sustentável deve sofrer ajustes. “As bases do conceito não são sacrossantas”, afirma Klaus Töpfer, do Pnuma.
resultados:
1) Convenção da biodiversidade: estabelece metas para preservação da diversidade biológica e para a exploração sustentável do patrimônio genético, sem prejudicar ou impedir o desenvolvimento de cada país.
2) Convenção do clima: estabelece estratégias de combate ao efeito estufa. A convenção deu origem ao Protocolo de Kyoto, pelo quais as nações ricas devem reduzir suas emissões de gases que causam o aquecimento anormal da Terra.
3) Declaração de princípios sobre florestas: garante aos Estados o direito soberano de aproveitar suas florestas de modo sustentável, de acordo com suas necessidades de desenvolvimento
Agenda 21: conjunto de 2.500 recomendações sobre como atingir o desenvolvimento sustentável, incluindo determinações que prevêem a ajuda de nações ricas a países subdesenvolvidos.

*Rio + 10:
A Rio +10, ou Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, é o segundo encontro do ONU (Organização das Nações Unidas) a discutir o uso dos recursos naturais sem ferir o ambiente.
Segundo a organização, cerca de cem chefes de Estado e mais de 15 mil representantes da sociedade civil e de ONGs (organizações não-governamentais) devem participar.
O evento, que acontece entre 26 de agosto e 4 de setembro em Johannesburgo (África do Sul), deve avaliar o progresso feito na década transcorrida desde a Eco-92 na questão ambiental. Espera-se que ela produza mecanismos de implementação da Agenda 21, um volumoso programa de ação global proposto em 1992 no Rio de Janeiro.
Em 1997, durante uma sessão especial da Assembléia Geral das Nações Unidas (chamada de “Rio +5”), percebeu-se que existiam diversas lacunas nos resultados da Agenda 21.
A assembléia detectou a necessidade de ratificação e implementação mais eficiente das convenções e acordos internacionais referentes a ambiente e desenvolvimento. Assim, em 2000, a Comissão de Desenvolvimento Sustentável da ONU sugeriu a realização de uma nova cúpula mundial.
Focos
Entre os principais temas a serem tratados, estão à erradicação da pobreza, a mudança dos padrões de produção, consumo e manejo de recursos naturais e o desenvolvimento sustentável.
Aqui está a maior crítica feita ao evento: como a Rio +10 pretende cobrir temas amplos, teme-se que o debate perca o foco e seja diluído.
Outra crítica feita é quanto à escolha de Johannesburgo como sede do encontro. Em um continente devastado pela miséria e pela Aids, os ambientalistas acreditam que a atenção seja voltada para a questão africana, jogando-se para escanteio as discussões sobre o ambiente.
A ausência do presidente George W. Bush também prejudica a cúpula. Bush mostrou-se menos preocupado com o futuro ambiental que seu pai, o ex-presidente George Bush, que chegou a participar – ainda que de forma figurada – da Eco-92.
Bush, filho, já havia indicado sua falta de disposição para o assunto quando não ratificou o Protocolo de Kyoto – o qual prevê a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa -, justificando que o acordo prejudicaria a indústria norte-americana.
Promessas
Ao fim da Rio +10, espera-se que três documentos sejam produzidos:
1) uma declaração política, que expresse novos compromissos e os rumos para a implementação do desenvolvimento sustentável.
2) um programa de ação, negociado para orientar a implementação dos compromissos assumidos pelos governos.
3) uma compilação, não negociada, de novos compromissos e iniciativas em parceria para ações específicas em nível regional ou nacional.

*Protocolo de Kyoto:
O Protocolo de Kyoto é um acordo internacional para reduzir as emissões de gases-estufa dos países industrializados e para garantir um modelo de desenvolvimento limpo aos países em desenvolvimento. O documento prevê que, entre 2008 e 2012, os países desenvolvidos reduzam suas emissões em 5,2% em relação aos níveis medidos em 1990.
O tratado foi estabelecido em 1997 em Kyoto, Japão, e assinado por 84 países. Destes, cerca de 30 já o transformaram em lei. O pacto entrará em vigor depois que isso acontecer em pelo menos 55 países.
O acordo impõe níveis diferenciados de reduções para 38 dos países considerados os principais emissores de dióxido de carbono e de outros cinco gases-estufa.
Para os países da União Européia, foi estabelecida a redução de 8% com relação às emissões de gases em 1990. Para os Estados Unidos, a diminuição prevista foi de 7% e, para o Japão, de 6%.
Para a China e os países em desenvolvimento, como o Brasil, Índia e México, ainda não foram estabelecidos níveis de redução.
Além da redução das emissões de gases, o Protocolo de Kyoto estabelece outras medidas, como o estímulo à substituição do uso dos derivados de petróleo pelo da energia elétrica e do gás natural.
Os Estados Unidos, os países que mais emite gases estufa, se retiraram do acordo em março de 2001.

Sobre o desenvolvimento desorganizado das cidades podemos incluir tudo que já foi citado, devido a tantos problemas ambientais e sociais e cada um visando apenas o seu poder econômico não é de se espantar que cada vez mais as cidades se desenvolvam desorganizadamente, provocando assim uma deterioração do ambiente em que se encontra aquela sociedade, e as pessoas que nela se encontram.

Fontes: pga.pgr.mpf.gov.br/pga/educacao/que-e-ea/o-que-e-educacao-ambiental
http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais/desenvolvimento_sustentavel/
Folha Online
www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/2001-efeito_estufa-protocolo_de_kyoto.


Dominação de classes e trabalho do ponto de vista Weil

O trabalho e a dominação do ponto de vista Weil (Alemanha, século XX)

Simone Weil (1909 a 1943) possui um ponto de vista diferente de Marx para a pergunta “por que trabalhamos?”.

Segundo Simone, as pessoas não se revoltam contra o sistema (classe que as dominam) por medo de serem demitidas e com isso se submetem a trabalhos exaustivos restando para elas nenhum tempo para se refletir sobre o que acontece em suas vidas por estarem cansadas demais para pensar. Marx diz que elas se revoltam contra os que as dominam e assim levam a sociedade do capitalismo ao socialismo, mas em suas teorias os que estão sendo oprimidos pensam sobre as mudanças que desejam o que é diferente de Weil onde as mesmas não possuem tempo para pensar. É valido lembrar que os pensadores e filósofos aqui citados viveram em séculos diferentes, porém com o mesmo objetivo de entender o porquê do trabalho como condição humana.

Essa rotina de opressão faz com que a dominação de classes se eleve, com isso é raro aquele que deixa de ser dominado e passa a ser dominante. Assim torna-se evidente a dominação do capital (ricos) sobre os operários (pobres) que realmente precisam daquele emprego para sua sobrevivência, e por se tornarem escravos desse hábito de trabalho casa e casa trabalho acabam por não se rebelarem. Quem faz o sistema é o poder, porém existem aqueles que se submetem ao poder pela sobrevivência.

“Simone Weil afirma que é um grande erro partir da teoria marxista do desenvolvimento das forças de produção como motor da história, de modo que parece que a tarefa das revoluções não consiste na liberdade dos homens, e sim na liberação de suas forças produtivas, que finalmente poderão dar aos humanos o ócio suficiente para libertá-los do trabalho até chegar a um estado paradisíaco. Weil desconfia dos que estão convencidos de que qualquer tentativa de ação que não consista no desenvolvimento das forças produtivas esteja destinada ao fracasso e de que o progresso das forças produtivas fará progredir a humanidade, embora o preço seja o de uma opressão provisional. Ou seja, segundo Weil, crer que nossa vontade converge para uma misteriosa vontade que atuaria no mundo e ajudaria a ganhar é pensar religiosamente. Tal seria o verdadeiro ópio do povo.” (www.unisinos,br/ihuonline/index).

Com isso concluímos que só passa a fazer parte dos que compõe o sistema e suas regras, aqueles que deixam de ser dominados e passam a ser dominantes.


Movimentos Feministas

Os movimentos feministas tiveram suas origens logo após a 2º guerra mundial, e visavam o objetivo da integração das mulheres no mercado de trabalho antes dominado pelos homens.
Em seu significado, feminismo quer dizer movimento sócio-político que visa à igualdade de mulheres em relação aos homens, assim sendo visto que uma mulher é capaz sim de fazer várias tarefas destinadas ao sexo masculino.
Contudo, foi após a guerra que as mulheres de classe média passaram a trabalhar, pois as mulheres de classe baixa já haviam se aventurado nesse progresso para sustentar sua casa e filhos.
A necessidade de independência inspirava as mulheres a serem autônomas, já que sua formação universitária era bem mais específica do que ficar apenas em casa cuidando do marido e filhos, porém a mulher que não conseguisse conciliar tudo (trabalho e casa) era vista como incompetente pela sociedade que a cercava.
Os valores tradicionais estavam sendo quebrados e foram tais quebras que propiciaram a expansão desta por toda parte rica dos países ocidentais, menos os socialistas inicialmente, e assim a mulher começou a aprimorar um novo patamar de idéias e atitudes, se tornou autônoma, porém ainda submissa ao sexo oposto. Discutindo sobre tal análise temos os seguintes pensamentos de Hobsbawm:
“Na realidade, as mulheres casadas passaram a carregar o duplo fardo de velhas responsabilidades domésticas e novas responsabilidades do emprego. Não houve mudanças sociais importantes, mas apenas a sinalização de grandes e até mesmo revolucionárias mudanças nas expectativas das mulheres sobre elas mesmas e seu lugar na sociedade (Hobsbawm, p. 307).”
“Então, nos países desenvolvidos, “o feminismo da classe média, ou o movimento de mulheres educadas ou intelectuais, criou uma espécie de sensação genérica de que chegara à hora da liberação feminina, ou pelo menos, da auto-afirmação das mulheres” (Hobsbawm, p. 313).”.
Esses movimentos visavam também todas as mulheres, independentes de suas classes sociais, e foi assim ou pelo menos uma parte desse todo que nasceram e ainda se idealizam os movimentos feministas em todo planeta. É a luta pelo desejo de igualdade que inspira mudanças políticas, sociais e morais do ser humano.

Referências Bibliográficas:

pt.wikipedia.org/wiki/Feminismo
http://www.divabenevidespinho.ecn.br


“Napalm”, arma tecnológica da Segunda Guerra Mundial

Napalm é um conjunto de líquidos inflamáveis à base de gasolina gelificada, utilizados como armamento militar. É na realidade o agente espessante de tais líquidos, que quando misturado com gasolina a transforma num gel pegajoso e incendiário. Foi desenvolvido em 1942, nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial por uma equipe de pesquisadores da Universidade Harvard liderada por Louis Frieser.
Seu nome deriva de seus componentes adcionados a substâncias inflamáveis, são eles sais de alumínio co-precipitados dos ácidos nafténico e palmítico.
Um dos maiores problemas dos fluidos incendiários é que eles salpicam e escorrem muito facilmente devido à sua baixa viscosidade. No entanto, no início da Segunda Guerra Mundial, para se obter gasolina gelificada era necessário usar borracha natural, a qual estava, na altura, sob forte procura e com preço elevado. O napalm veio providenciar uma alternativa mais barata. O napalm moderno é composto por benzeno e poliestireno, geralmente conhecido por Napalm-B.
Na Segunda Guerra Mundial, a Força aliada dos Estados Unidos bombardeou cidades do Japão com napalm. Foi usada também contra guerrilhas comunistas na Guerra civil grega, pelas Forças armadas dos Estados Unidos foi usada na Coréia e na Guerra do Vietnã e pelo México em 1960 usada contra guerrilha de Guerrero.
Um outro efeito do napalm em bombas, consiste na desoxigenação do ar envolvente e aumento da concentração de Monóxido de Carbono os quais provocam asfixia.

Em 1980, o uso de armas incendiárias (tais como o Napalm) contra civis foi proibido pelo Protocolo III da “Convenção sobre Proibições ou Restrições ao Uso de Certas Armas Convencionais que Podem Ser Consideradas como Excessivamente Lesivas ou Geradoras de Efeitos Indiscriminados”. Porém, a Convenção não proíbe o uso de tais armas contra objetos militares, desde que seja observadas as precauções com vistas a evitar danos colaterais nas populações ou bens civis.


As idéias de Adorno

A Filosofia de Theodor Adorno, considerada uma das mais complexas do século XX, fundamenta-se na perspectiva da dialética. Uma das suas importantes obras, a Dialética do Esclarecimento, escrita em colaboração com Max Horkheimer durante a guerra, é uma crítica da razão instrumental, conceito fundamental deste último filósofo, ou, o que seria o mesmo, uma crítica, fundada em uma interpretação negativa do Iluminismo, de uma civilização técnica e da lógica cultural do sistema capitalista (que Adorno chama de “indústria cultural”). Também uma crítica à sociedade de mercado que não persegue outro fim que não o do progresso técnico.
A atual civilização técnica, surgida do espírito do Iluminismo e do seu conceito de razão, não representa mais que um domínio racional sobre a natureza, que implica paralelamente um domínio (irracional) sobre o homem; os diferentes fenômenos de barbárie moderna (fascismo e nazismo) não seriam outra coisa que não mostras, e talvez as piores manifestações, desta atitude autoritária de domínio sobre o outro, e neste particular, Adorno recorrerá a outro filósofo alemão – Nietzsche.
Na Dialética Negativa, Theodor Adorno intenta mostrar o caminho de uma reforma da razão mesma, com o fim de libertá-la deste lastro de domínio autoritário sobre as coisas e os homens, lastro que ela carrega desde a razão iluminista.
Opõe-se à filosofia dialética inspirada em Hegel, que reduz ao princípio da identidade ou a sistema todas as coisas através do pensamento, superando suas contradições (crítica também do Positivismo Lógico, que deseja assenhorar-se da natureza por intermédio do conhecimento científico), o método dialético da “não-identidade”, de respeitar a negação, as contradições, o diferente, o dissonante, o que chama também de inexpressável: o respeito ao objeto, enfim, e o rechaço ao pensamento sistemático. A razão só deixa de ser dominadora se aceita a dualidade de sujeito e objeto, interrogando e interrogando-se sempre o sujeito diante do objeto, sem saber sequer se pode chegar a compreendê-lo por inteiro.
Essa admissão do irracional (segundo ele, pensar no irracional é pensar nas categorias tradicionais que supõem uma reafirmação das estruturas sociais injustas e irracionais da sociedade) leva Adorno a valorizar a arte, sobretudo a arte de vanguarda, já por si problemática – a música atonal de Arnold Schönberg, por exemplo -, porque supõem uma independência total em relação ao que representa a razão instrumental. Na arte Adorno vê um reflexo mediado do mundo real.


A Indústria Cultural e as questões do consumismo: a mídia e o poder de Consumo

Quando falamos em consumismo, logo lembramos de tudo ao nosso redor. A sociedade em que vivemos gira em torno do consumo sem às vezes se preocupar com o que pode acontecer com o futuro já próximo.
A mídia já tão popularmente conhecida como é o caso da televisão, rádio e internet influenciam e muito na compra e no aumento do consumo por bens supérfluos.
Com isso, contendo tantas versões do mais avançado, do mais atual e desejado fica difícil impor limites ao consumismo exagerado por meio dos que o vêem.
A Indústria Cultural em que vivemos hoje nos leva a esse patamar de consumo onde tudo pode ser comprado mais não entendido e vivido. A sociedade não busca saber o que interessa em sua sobrevivência, mas sim em seu próprio consumo que se torna cada vez mais uma necessidade.
Com tantas propagandas ao nosso redor não nos damos conta do que realmente interessa e nos dá valor a uma vida sem tantos bens supérfluos. Contendo em tudo um vão quase impreenchível em nossa vida.
Logo, do que vale tantos poderes de compra sendo que o mais importante nós não damos interesse?
O consumo depende não somente do que há de ser consumido, mas também do que o consome.


Paulo Freire (teoria e método)

A Pedagogia da Libertação
Paulo Freire delineou uma Pedagogia da Libertação, intimamente relacionada com a visão marxista do Terceiro Mundo e das consideradas classes oprimidas na tentativa de elucidá-las e conscientizá-las politicamente. As suas maiores contribuições foram no campo da educação popular para a alfabetização e a conscientização política de jovens e adultos operários, chegando a influenciar em movimentos.
No entanto, a obra de Paulo Freire ultrapassa esse espaço e atinge toda a educação, sempre com o conceito básico de que não existe uma educação neutra: segundo a sua visão, toda a educação é, em si, política

Método Paulo Freire

O Método Paulo Freire consiste numa proposta para a alfabetização de adultos desenvolvida pelo educador Paulo Freire, que criticava o sistema tradicional que utilizava a cartilha como ferramenta central da didática para o ensino da leitura e da escrita. As cartilhas ensinavam pelo método da repetição de palavras soltas ou de frases criadas de forma forçosa que comumente se denomina como linguagem de cartilha, por exemplo Eva viu a uva, o boi baba, a ave voa, dentre outros


Informática Educativa

A informática educativa é aquela que educa como o próprio nome diz, pela informação tecnológica. Nesse mundo globalizado, a educação não deve encontrar barreiras muito menos se prender a escola onde só se possui teoria e nunca prática.
Assim, com a informática educativa torna-se possível ter aulas de Química, Física entre tantas outras, onde escolas que não possuem estruturas necessárias para ambas (laboratórios), uma aula experimental em pleno computador interligando assim aluno e informática.
Existe, porém aqueles que temem essa nova atualização das escolas por meio da informática, temendo assim a substituição dos professores (humanos) por meras máquinas de conhecimento. Prejudicando os próprios aprendizes por não terem um a convivência social.
Logo, a educação não possui limites para se revelar e passar a ter importância em nossa sociedade, o que ocorre é que cada vez mais cedo, as barreiras vão sendo derrubadas.


Althusser

Lois Althusser nasceu em Biermandreis, Argélia, em 1918. Passou a segunda guerra mundial em um campo de concentração na Alemanha e, embora católico na juventude, em 1948 ingressou no Partido Comunista Francês. Na Escola Normal Superior, de Paris, formou uma equipe de grande importância para a discussão de seu pensamento. Tanto que Pour Marx (1965; Em defesa de Marx) ainda é obra coletiva. Lire le Capital (1964-1965; Leitura do Capital, em colaboração com J. Rancière e P. Macherey), enfeixa o melhor de sua contribuição.
Althusser chama a atenção para as duas fases do trabalho teórico de Marx, mostrando que só a de 1845 em diante é efetivamente materialista e científica, dialética e revolucionária. Ligando-se a um grupo que congregava Claude Lévi-Strauss, Michel Foucault, Roland Barthes e Jacques Lacan, Althusser rejeita o humanismo em benefício de um “socialismo científico”. Autor ainda de Lénine et la philosophie (1969), exerceu explosiva influência no movimento estudantil de março de 1968. Seus últimos anos foram marcados pela tragédia. Tomado por crises de psicose maníaco-depressiva, estrangulou a mulher em 1980 e foi internado em um hospital psiquiátrico. Morreu em Paris em 22 de outubro de 1990.
O inquieto e polêmico Lois Althusser com sua concepção de corte epistemológico (tomado de G. Bachelard) causou escândalo em fins de 1960 e início de 1970 ao reconhecer um Marx da juventude (ideológico) e um Marx da maturidade, do materialismo científico. E, mesmo antes de se compreender também a Althusser em suas fases, este é colocado na berlinda quando este é reconhecido em uma concepção filosófico-pedagógica crítico-reprodutivista.
Para a Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos a difusão, por parte da escola, de conteúdos concretos e indissociáveis das realidades sociais auxilia o aluno, pela intervenção do professor e por sua assimilação ativa, a passar de um saber espontâneo, fragmentado, acrítico, a um saber elaborado. Busca-se mais do que adaptar o indivíduo à sociedade, mas de proporcionar a ele uma atitude cidadã de transformação da sociedade. Os conteúdos não podem ser simplesmente ensinados mas ligados à significação humana e social destes (Libâneo in Luckesi, 1990). A postura da pedagogia dos conteúdos assume o saber como tento conteúdo relativamente objetivo, ao mesmo tempo introduzindo a possibilidade de uma reavaliação crítica frente a esse conteúdo. Trata-se, em outras palavras, de obter o acesso do aluno aos conteúdos, ligando-os coma experiência concreta dele (continuidade) e, de outra parte, proporcionar elementos de análise crítica que ajudem o aluno a ultrapassar a experiência, os estereótipos, a ideologia (ruptura).
O corte epistemológico é um ponto de não-retorno, trata-se do momento em que se passa do ideológico para o científico. Aqui é importante compreender o conceito de ideologia em Althusser. Na ação do aparelho do Estado (repressivo) e na ação dos aparelhos ideológicos do Estado, faz-se prevalecer a ideologia. A pluralidade dos aparelhos ideológicos do Estado é representado por igrejas, escolas, partidos, empresas, famílias, jornais, etc. Em todas as sociedades a ideologia tem uma função primária comum de assegurar a coesão do todo social; e a ideologia é o contrário da ciência.


Qual a função da Escola?

A escola, a princípio era apenas freqüentada pela tradicional “elite”, ou seja, apenas quem possuía dinheiro tinha a chamada educação. Com a abertura das escolas aos camponeses, a qualidade do ensino tornou-se inferior porque as escolas não possuíam estruturas física e pedagógica necessária para tal mudança, realizada na década de 80.
A escola funciona como um meio de interação social, onde podemos dizer que ela se torna uma pequena sociedade, em que os seus alunos aprendem a lidar com as regras, dificuldades, e o principal sua função na própria sociedade.
Quando se freqüenta a escola, temos que considerar que é como se fosse nossa própria casa, ali se aprende, digamos, a viver.
Ao interagir os cidadãos ali presentes, a escola estimula a responsabilidade e a aproximação dos que ali estão sendo formados. Ao mesmo tempo, não podemos caracterizar uma escola em boa ou ruim, o que ocorre é a desvalorização do ensino por meio dos que o desfrutam, os alunos. Não é que a escola não é boa ou que seu ensino se diga inferior, o que muitas vezes acontece é a opção de ser um bom aluno ou não, não dar uma boa aula, ou não haver planejamento sobre tal estrutura de ensino.
Logo, a função não está somente em “enfiar” conhecimento na cabeça dos que ali estão, mas conscientizá-los de que é preciso para se obter uma boa formação a capacidade de interação social diversificada e a certeza de que os que fazem uma boa escola não são os melhores em tudo, mas sim os que possuem fome e sede de aprendizagem.